Está preparado para ter um robot como colega?

A inovação tecnológica nunca pára. Ao longo das últimas décadas, economistas e especialistas de outras áreas de investigação tentam quantificar e prever o impacto da tecnologia, não só no ambiente laboral da actualidade, como no futuro.

Partindo da premissa geral sobre o impacto na nossa vida, dos robots e da inteligência artificial, o que se traduz já em carros que “guiam” sozinhos, em “agentes digitais inteligente”. E estes estão cada vez mais a mover-se em novas áreas do trabalho, e não é bem claro como, trabalhadores e clientes, irão reagir.

Aqueles que trabalham como colaborador num armazém, até mesmo num hotel, poderão brevemente ter que contar com um colega robot.

No exemplo da Amazon (ver Dentro da Amazon), multinacional norte-americana de comércio eletrónico, pioneira no uso de robots nos seus centros de despacho de encomendas, podemos ver que os robots estão ainda consideravelmente separados dos trabalhadores humanos, e as suas tarefas não são concorrentes entre si.

amazon-warehouse-robots

Mas, acredita-se que a próxima geração de robots irá trabalhar muito mais de perto com os trabalhadores humanos, alguns destes serão mesmo totalmente substituídos por máquinas. Provavelmente, a maioria dos robots irá apenas substituir-nos nas tarefas mais mundanas do trabalho.

Otto, que podemos apelidar de “porta-paletes inteligente” devido à semelhança de tarefas, é um robot que consegue carregar pesos pesados e mover-se dentro de um armazém ou fábrica. Desenvolvido pela empresa Clearpath Robotics, Otto está agora a ser testado por várias companhias. Inicialmente, o robot, necessita ser guiado dentro do espaço onde irá operar, para que os seus sensores de laser possam “mapear” o espaço. Depois, o utilizador pode carregar o robot com vários itens pesados e dar a instrução para onde se destinam; Otto irá circular automaticamente até ao ponto de destino, desviando-se de obstáculos e pessoas.

Veja o vídeo de como o Otto trabalha. 

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Interacção Robots – Humanos

A interacção entre pessoas e robots, que tem sido um tema popular para a pesquisa académica, está agora a começar a ter relevância comercial. Dizem os entendidos, que um robot que tenha por exemplo, uma certa forma/ figura mais humana, é intimidador para as pessoas. O mesmo se passa quando são dotados de interface de voz. “Quando um robot fala, requer um certo nível de inteligência, e as pessoas começam a pensar que os robots são mais inteligentes que elas… e as pessoas estão muito mais disponíveis a colaborar.”

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Fellow Robots, outra empresa norte-americana, desenvolveu também um sistema móvel que oferece ajuda a clientes numa loja. Sem qualquer forma humana, é um aparelho rectangular e dispõe de rodas que permitem deslocar-se pelo espaço. Os clientes podem usá-lo para procurar produtos, através de um comando de voz ou via touch screen. Assim que encontra o produto procurado, leva o cliente até lá. (Veja o vídeo de como este robot trabalha).

Veja o vídeo de como este robot trabalha.

Este robot está a ser testado em duas lojas vizinhas da Fellow Robots, e apesar da preocupação inicial entre os colaboradores de que este robot irá tirar os seus postos de trabalho, percebem agora que este só faz uma das tarefas do seu trabalho que consideram mais aborrecida.

Como vemos neste caso, não são apenas os trabalhadores que interagem com robots. Os clientes também, mas prever o seu comportamento pode ser difícil. Inicialmente, o robot tinha uma forma humanoide, e nos testes efectuados, isso irritava algumas pessoas. Colin Ritchie, responsável pelo desenvolvimento de negócios da Fellow Robots diz, “se o fizermos demasiado humano, as pessoas vão resistir”.

Fonte das imagens