Assistentes pessoais: Porque é que têm vozes femininas?

Durante uma conferência, sobre inteligência artificial, que decorreu no sábado no MIT, surgiu uma boa questão que teve direito a uma resposta surpreendente. A questão foi:

Porque é que normalmente os assistentes pessoais têm voz feminina?

Esta questão foi colocada anonimamente na aplicação Pigeonhole e surgiu quando se discutia sobre “A vida em 2025”. O painel de discussão desta conferencia era apenas constituído por homens, tendo representantes da Microsoft, Samsung, Universidade de Carnegie Mellon e a startup X.AI.

Estão questão foi lançada à última empresa que falamos na lista, visto estar a desenvolver uma assistente pessoal, chamada Amy, que é responsável por agendar e  organizar reuniões entre duas pessoas via email. Basicamente, quando quer organizar uma reunião com alguém, o utilizador coloca Amy em CC e esta verifica o calendário marca a reunião. Caso na data e hora indicada já exista um evento, Amy vai tratar de encontrar um espaço livro e negociar com ambos os intervenientes.

Em resposta à questão, o fundador e CEO da X.AI, Dennis Mortensen colocou logo de parte a questão do sexismo.

Mortensen revelou que Amy tem um sobrenome, Ingram, pois o seu nome foi escolhido propositadamente para jogar com as letras AI (inteligência artificial). No entanto a empresa decidiu também criar uma versão masculina do assistente pessoal, “ele” é Andrew Ingram.

Existem alguns estudos e não tenho que os defender, pois criei a versão masculina (Andrew), mas verdade seja dita, existem estudos sobre qual a melhor forma de dar instruções a alguém… esses estudos indicam que se for uma voz feminina, terá mais probabilidade de ter sucesso.

Segundo um artigo da CNN de Outubro de 2011, existem estudos científicos que mostraram que a generalidade das pessoas acha a voz feminina mais agradável, comparativamente com a masculina. Na altura, um analista afirmou que as pessoas podem se ter sentido perturbadas com uma voz robótica masculina, a de HAL 9000 do filme “2001: Odisseia no espaço”.

Existem muitos outros estudos sobre este assunto, mas apenas vamos falar de mais um, que está relacionado com os anúncios de rádio. Os investigadores concluíram que  efectivamente as vozes femininas são mais eficazes que as masculinas, quando os anunciantes pretendem desenvolver nos ouvintes uma ligação emocional com a marca e quando o anuncio pretende que os ouvintes mudem algum comportamento em particular.

A resposta para a questão deste artigo está dada e completamente justificada e há bastantes argumentos que suportam esta teoria. Curiosamente todos os assistentes pessoais vêm por padrão com voz feminina, basta pensar na Siri, Cortana e Google Now.

[Fonte: HuffingPost]

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