NASA testa equipamentos para detectar Vida Inteligente no local mais árido do mundo

A busca por alguma forma de vida inteligente continua a ter destaque nas pesquisas da NASA. Há cerca de dois anos, a NASA anunciou que não demorará mais que 20 anos até a humanidade descobrir que existem seres extraterrestres (Kevin Hand). Os seus cálculos apontavam para a existência de mais de 100 milhões de planetas (só na nossa galáxia) e a probabilidade, de algum deles ser apto para vida inteligente, é muito elevada.

O deserto do Atacama, localizado na região norte do Chile, é considerado o deserto mais alto do mundo e por isso, um dos melhores locais do mundo para observar estrelas. É bem isolado e os astrónomos e cientistas da NASA consideram-no um oásis.

Porquê o deserto do Atacama?

Porque é o mais próximo que temos de Marte!

A região foi escolhida para albergar o maior telescópio do mundo, que segundo os cientistas, será capaz de detectar sinais de vida na atmosfera de outros planetas. Mas se julga que irão apenas levantar a cabeça para observar os céus, engana-se! O solo da região vai também revolucionar a busca por vida extraterrestre. O deserto do Atacama, sendo também o mais árido do mundo, é alvo de níveis elevadíssimos de radiação ultravioleta. É o ambiente/ cenário mais próximo que temos de Marte sem de facto ir lá.

Por esse motivo, a NASA tem organizado expedições no deserto a fim de testar novos instrumentos de detecção de vida que serão utilizados futuramente em missões em Marte. Terminou recentemente uma expedição, o projecto conhecido por ARADS (Atacama Rover Astrobiology Drilling Studies) na Estação de Yungay, onde se observam condições climatéricas semelhantes às do planeta vermelho.

DRILL
Fonte NASA: Exemplo da broca usada nos testes.

A equipa dedicada ao projecto ARADS realizou ao longo de um mês testes com um protótipo de broca semelhante ao que irá ser usado em Marte, um detector de Sinais de vida (na sigla original conhecido como SOLID) criado em Espanha e um modelo do Laboratório de Química Líquida (na sigla original WLC) incluído na sonda Phoenix que pousou em Marte em 2008.

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Fonte NASA: A investigadora Mary Beth Wilhelm recolhe cuidadosamente amostras de solo obtidas de um furo de 2,2 metros, assistida por Jonathan Araya (Universidade de Antofagasta), por colaboradores do Projecto ARADS.

Num comunicado oficial da NASA, o cientista à frente do projecto ARADS, Brian Glass, refere que “testar equipamentos de detecção de vida num ambiente análogo a Marte irá ajudar-nos a pensar em novas formas de detecção de existência, actual ou passada, de vida em Marte”.

Durante a expedição no deserto do Atacama, foram analisadas três áreas: Yungay, Salar Grande e Maria Elena. A primeira região tem vindo a ser estudada por astro-biólogos já há mais de dez anos, por ser considerada incrivelmente hostil. A sua esterilidade total faz da região uma área importantíssima para a astrobiologia. Salar Grande é uma planície de sal reluzente, enquanto Maria Elena, é considerada ainda mais seca e inóspita que Yungay. Parece que a NASA escolheu as melhores regiões para testar os seus equipamentos para encontrar Aliens!

Ao longo dos próximos quatro anos, os cientistas voltarão ao deserto para testar brocas, kits de detecção e sondas. O objectivo é aperfeiçoar o processo de localização de organismos extremófilos e o processo de distinção entre fatores bióticos e abióticos.

No futuro, as versões aperfeiçoadas destes equipamentos viajarão até Marte e vão repetir o trabalho dos cientistas, mas desta vez nos desertos do planeta vermelho. Quem sabe se desta vez os esforços dos cientistas, resultarão na primeira evidência científica de vida fora do nosso planeta?

Graças ao solo do Atacama ou aos super-telescópios lá instalados, mais tarde ou mais cedo, os cientistas poderão descobrir evidências concretas da existência de Aliens em planetas distantes, num espaço de 20 anos. Por agora e sem certezas de nada, resta-nos esperar que as previsões do astronauta Kevin Hand estejam correctas, e assim sendo, 20 anos passam num instante!

[Fonte: Motherboard, Wikipédia, TheWeek, NASA]