Slush Play 16: A visão de Wall Street acerca da realidade virtual

O Tech em Português está em Reykjavik a assistir ao Slusj Play 16, evento focado nos jogos e na emergência da realidade virtual e realidade aumentada no nosso dia-a-dia.

Primeiras palestras do Slush Play 16

O evento começou com uma pequena introdução do CEO da CCP Games, Hilmar Veigar Pétursson, que se focou na linha do tempo do desenvolvimento da realidade virtual até aos dias de hoje, destacando que neste momento existem as condições ideias para a revolução digital. Esta revolução da realidade virtual é impulsionada pelo grande poder de computação, aliado ao conhecimento que temos em relação ao cérebro humano, ao cloud computing e à maior partilha de conhecimentos.

O segundo orador do dia foi Marshall Roslyn da Goldman Sachs. Este convidado falou de como o Wall Street olha para a emergência da realidade virtual e quais são os mercados mais interessados nesta tecnologia.

Segundo Marshall as empresas como Google, Apple, Microsoft estão sempre à procura de maneiras de fazer dinheiro, de novos produtos que possam ser apelativos para os utilizadores e cada vez que um investidor na área das tecnologias experimenta uma boa qualidade de realidade virtual ou realidade aumentada começa logo a pensar no futuro de um produto que pode proporcionar bastante lucro.

Enganem-se todos os que pensam que a evolução da tecnologia termina nos smartphones ou em todos os aparelhos que a eles podemos emparelhar, pois o futuro serão equipamentos como o Google Glass e outros que apostam na realidade virtual. Estes novos equipamentos vão mudar a maneira de como interagimos com o mundo e poderão até substituir todos os “ecrãs” a que estamos habituados.

Existe um grande entusiasmo no sector das tecnologias, tanto do lado das empresas de hardware, pois estão ansiosas por desenvolver melhores equipamentos com maior poder de computação, melhores gráficos, etc, mas também por parte das empresas que produzem conteúdos em realidade virtual.

Quanto ao mercado sabe-se que a maior industria está concentrada nos Estados Unidos, mas começa a haver um grande investimento na Ásia, nomeadamente na China, pois existe bastante potencial no desenvolvimento de hardware e também de software.

Marshal referiu também que muitas empresas estão a apostar na realidade virtual, tais como Google, Intel, Microsoft. Apple para melhorar os seus produtos e serviços, mas também começa a notar-se uma introdução desta tecnologia na industria do cinema.

Qual a sua opinião em relação à realidade virtual e o mercado das tecnologias?