Emigrante português de sucesso, conquista milhões…

Há quase nove anos, o Magalhães ficou marcado por um “fracasso” dada a sua ideia original. Foi assim em Portugal. Mas quando este “emigrou”, o resultado foi outro… Um total sucesso lá fora. Acima de 200 projectos de transformação de sistemas educativos a nível mundial, envolvendo 12 milhões de estudantes. Venezuela, Argentina, Uruguai, Bolívia e Quénia são apenas alguns exemplos.

Emigrante português de sucesso, conquista milhões…

Em Portugal, a chegada do Magalhães às escola, teve muita visibilidade, mas no final este computador acabou subaproveitado. O e-escola era um grande projecto que acabou por ficar “sem pernas” para andar. Um investimento de cerca de 1.2 milhões de euros em equipamentos Toshiba, HP, entre outras marcas, na tentativa de massificar a ligação à Internet.

O e-escolinha era um segundo passo mas as escolas tinham de estar mais preparadas para receber o Magalhães.

Mas este, pode não ter conseguido sucesso em Portugal mas foi o “pontapé de saída” para o resto do mundo, pois foi replicado em vários países. O projecto Magalhães permitiu a venda de mais de 1.000 milhões de dólares noutros países na área da educação.

A empresa que desenvolveu o Magalhães garante estar agora mais preparada para um projecto deste género mas admite que caso o governo avançasse com uma proposta para outra iniciativa na área da educação, esta não seria a sua prioridade uma vez que o pequeno computador foi uma rampa de lançamento que levou a JP Sá Couto ao sucesso a nível mundial.

Mas afinal, o que aconteceu com este projecto em Portugal? A Venezuela, por exemplo, tem dificuldades financeiras mas avançou com o projecto ao longo dos anos e foram casos de sucesso tal como Argentina desde 2009 ou o Uruguai.

O Magalhães é um caso de sucesso, lá fora, como acontece com milhares de portugueses cheios de talento que são desperdiçados diariamente para o estrangeiro.

Porque será que em Portugal este computador não deu cartas?