Haveria música sem tecnologia?

Estamos em pleno verão, altas temperaturas e, os festivais em todo o mundo no seu expoente máximo. Para os artistas, fazer música faz parte da vida, é uma forma de viver. Para os festivaleiros, viver a música é viver a vida ao máximo. Mas, será que conseguiriamos experienciar tudo isto, sem uma “pintinha” de tecnologia à mistura? Arranjámos uns bons e velhos amigos que estão prontos para nos explicar como têm sido os seus primeiros passos e, onde entra a tecnologia dentro disto tudo. Os Lady and Saviors são uma banda portuguesa que estarão connosco em primeira pessoa, a explicar-nos todas as nossas questões. Neste artigo iremos abordar luzes e máquina de fundo, contando que em próximos artigos falaremos de cada instrumento individualmente e, onde entra a tecnologia no mesmo.

Haveria música sem tecnologia?

A música está presente no nosso quotidiano através de várias maneiras. Sabias que, por exemplo, os primeiros protótipos das primeiras gravações comerciais só tinham a capacidade de 2 minutos e só podiam ser reproduzidas umas centenas de vezes?

Mas já alguma vez te perguntaste como seria tocar sem um amplificador? Sem colunas? Sem uma pedaleira para as guitarras? Sem um micro para a voz? Talvez também nunca tenhas pensado que isso fazia parte da tecnologia. Pretendemos tirar as tuas dúvidas, as nossas e, perceber se a música seria o que é hoje, sem tecnologia.

 

Mas não só o som faz parte da tecnologia aplicada à música e aos espetáculos em si. Desde luzes, máquinas de fumo, até a própria roupa, cada artista inova como quer e como pode.

Sem tecnologia não teriamos possibilidade de fazer espetáculos da dimensão que se fazem hoje em dia. Não só na música, mas também em termos de luzes e até outras adições para melhorar o ambiente – Ricardo

Por exemplo, em relação a luzes, existem softwares que fazem a simulação em 3D do resultado e que permitem ao técnico controlar o ambiente do palco. O ESP Vision é um software que foi utilizado no Rock in Rio. Com ele, os produtores podem programar e controlar toda a luz que incide sobre a banda e o seu palco, criando efeitos sensacionais. O mexer das lampadas, a intensidade de luz, a cor, quais acendem e apagam, são exemplos do que é possível fazer com um programa. Mas é claro que a maioria não saí na hora, é tudo programado meticulosamente para que seja perfeito. No entanto, errar é humano e existe muita matéria sobre falhas de luzes e outras situações em palco.

Conjugar a luz com o som nem sempre é fácil pois existem tempos certos de mudanças que devem ser cumpridos e, quando a luz e o som combinam só por si já criam um espetáculo gigante.

Máquina de fumo

Outra das tecnologias muito utilizadas é a máquina de fumo. Bem, para fazer fumo não é necessária nenhuma máquina. Basta o leitor comprar gelo seco, colocar esse gelo num recipiente e deitar água quente em cima e o resultado será uma grande fumarada. Se fizer esta experiência tenha a certeza que está num local bem arejado para evitar problemas com o Dióxido de Carbono.

Em relação à máquina, o funcionamento é no fundo bastante simples. É colocado um liquido num recipiente que por sua vez é “sugado” por uma bomba para um dispositivo que tem como função passar o liquido para estado gasoso. Criado o vapor, temos o fumo que é enviado cá para fora.

Uma breve explicação está dada sobre dois tipos de tecnologias que são utilizados em concertos. Num próximo passo, a tua equipa do techemportugues irá falar individualmente com cada um dos membros para perceber como funciona cada instrumento.

Até lá resta-nos agradecer à equipa Lady and Saviors pela paciência na explicação e empenho dos conteúdos apresentados e, desejar-vos um grande sucesso nesta vossa caminhada.