“Curar” o Alzheimer com um jogo de computador

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Um grupo de cientistas está a acelerar a procura da cura para o Alzheimer através de um jogo. “Stall Catchers” é o jogo criado pelo Instituto de Computação Humana da Universidade Cornell, em Nova Iorque.

“Curar” o Alzheimer com um jogo de computador

De acordo com o “The Washington Post”, os jogadores podem assistir a vídeos curtos, filmados através de um microscópio multifónico, que mostra o sangue a ser bombeado em cérebros de ratos. Os jogadores trabalham numa base de dados de milhares de imagens com o objetivo de encontrar áreas de fluxo sanguíneo reduzido, causadas por glóbulos brancos que se acumulam nas laterais dos vasos sanguíneos.

Os cientistas acreditam que a redução do fluxo sanguíneo no cérebro é, pelo menos, parcialmente responsável pelos sintomas de Alzheimer. Quando um vaso sanguíneo no cérebro fica parado, o sangue não flui como deveria. Nos ratos com a doença de Alzheimer, até 2% dos capilares cerebrais podem ser paralisados. Isto pode restringir o fluxo sanguíneo total do cérebro em até 30%.

Quando cientistas impedem que áreas de fluxo reduzido ocorram nos ratos, alguns sintomas de Alzheimer desaparecem. Para descobrir se isto pode ser feito também em humanos, os investigadores do Laboratório Schaffer-Nishimura de Cornell precisam de saber mais sobre estas áreas, o que pode levar décadas para desenvolver uma cura eficaz e segura para os seres humanos.

Os jogadores ganham pontos por detetar as áreas de fluxo reduzido nos vídeos e podem participar de desafios e maratonas. Também podem formar equipas para competir na procura por estas zonas.

Ao “Financial Times”, Pietro Michelucci, um dos desenvolvedores do jogo disse que a maioria dos jogadores são crianças em idade escolar ou reformados. “Nós projetamos o jogo para que até mesmo pacientes em fase inicial de Alzheimer possam contribuir diretamente para o seu próprio tratamento potencial”, explicou Michelucci.

O Alzheimer é a 7ª doença que mais mata no mundo e ainda não há cura.

Fonte: [JN]