Facebook partilhou dados com Huawei e outras 3 empresas

É mais uma polémica a envolver a rede social de Mark Zuckerberg: o Facebook partilhou dados de utilizadores com a Huawei e mais três empresas chinesas (a Lenovo, a Oppo e a TCL).

Segundo o The New York Times, o Facebook estabeleceu acordos de partilha de dados com as empresas para ajudar as mesmas a criar “experiências” com a rede social nas suas plataformas. A Huawei, uma das empresas envolvidas, está identificada pelas autoridades norte-americanas como uma ameaça nacional.

Facebook partilhou dados com Huawei e outras 3 empresas

De acordo com o mesmo jornal, os acordos datam de 2010 e deram acesso aos dados dos utilizadores a, pelo menos, 60 fabricantes de dispositivos sem ter pedido consentimento para isso. Em alguns dos casos, as empresas acabaram por guardar os dados privados nos seus próprios servidores.

No entanto, o Facebook garante que todos os dados recolhidos ficaram nos telefones dos utilizadores e não nos servidores e nega que se tenha tratado de uma invasão dos privilégios de privacidade.

Num comunicado divulgado na terça-feira, a rede social diz que “tal como outras companhias tecnológicas norte-americanas, trabalhou com a Huawei e outras empresas chinesas para integrar os nossos serviços nos seus telefones”.

O vice-presidente das parcerias móveis para o Facebool, Francisco Varela, garantiu mesmo que as colaborações com as empresas foram “controladas” e que aprovaram “as experiências que as companhias criaram”.

“Queremos deixar claro que toda a informação usada pela a Huawei foi armazenada no aparelho e não nos servidores da empresa”, acrescentou.

Depois do escândalo com a Cambridge Analytica, o Facebook volta a gerar preocupação no congresso norte-americano quanto à proteção de dados dos utilizadores na rede social.

A Cambridge Analytica tem sido acusada de ter recolhido dados de uns 87 milhões de utilizadores da rede Facebook, que terá cedido ou utilizado em ações de campanhas eleitorais, como a que tornou Donald Trump presidente dos Estados Unidos.

Mark Zuckerberg, criador e diretor do Facebook, chegou a pedir desculpas pelas vulnerabilidades da rede social, quando depôs no congresso norte-americano.