E se eu lhe disser que a Lua tem água e, em grandes quantidades?

Fica a pergunta, feita no titulo. E se eu lhe disser que a Lua tem água em grandes quantidades? Se calhar o leitor já me está a chamar de “maluco” por estar a dizer isto. Afinal de contas, água na lua? Bem, já era uma suspeita, agora é mesmo uma realidade comprovada.

E se eu lhe disser que a Lua tem água e, em grandes quantidades?

Ao contrário do que se pensava, a Lua tem água – e em volume surpreendente – na forma de “orvalho”, de gelo depositado no fundo escuro de crateras e, sobretudo, no interior de suas rochas.

Ao pôr o pé na Lua, em 1969, o astronauta norte-americano Neil Armstrong tornou-se o primeiro homem a pisar o solo (pelo menos diz a história, embora não seja bem o que Casillas e outros milhões pensam) de outro corpo celeste e, como tal, um herói da nossa raça. Mas sua missão envolvia uma tarefa bem mais prosaica, repetida por seus sucessores das missões Apollo: recolher rochas lunares e trazê-las para estudos.

Os cientistas queriam saber não apenas detalhes da origem delas, mas também se havia ali vestígios de água, uma substância crucial para a pesquisa e a exploração espacial. A resposta, pelo menos de início, foi desanimadora: não havia nenhum sinal do líquido em nosso satélite.

Em 2008, a Chandrayaan-1 foi enviada à lua e detetou pequenos filamentos de H2O. Alguns dias depois, essa pequena nave despenhou-se na lua e, o que aconteceu de seguida deixou os cientistas chocados. Ao despenhar-se, o calor da nave fez derreter polos de gelo congelados à milhões de anos, provocando vapor. Este fenómeno foi captado por outro satélite.

Foram realizados estudos intensivos que provaram que a água realmente existe na superficie lunar e, em grandes quantidades. A parte boa disto é que agora já não será preciso voltar tão rapidamente para terra, uma vez que a água ali existente poderá ser usada por quem aterrar lá.

O processo de colonizar a lua já está a adaptar-se para utilizar a água congelada que lá se encontra, de forma a evitar que se envie tantas quantidades do planeta terra para o nosso satélite natural. E sim, em breve iremos mesmo assistir à colonização de um satélite.